Uma das dúvidas mais comuns de quem recebe o diagnóstico é: a escoliose sempre piora? A resposta é não. A escoliose é uma curvatura anormal da coluna que pode se manter estável por muitos anos em alguns pacientes, mas também pode progredir em outros.
Essa evolução depende de fatores como a idade, o grau inicial da curvatura, o período de crescimento e até mesmo o histórico familiar. Ou seja, não existe uma regra única: cada caso é diferente e deve ser avaliado de perto por um ortopedista.
Em que fase da vida a escoliose pode evoluir mais?
A progressão da escoliose costuma estar associada a momentos de mudança no corpo. Durante a infância e a adolescência, quando há crescimento acelerado, a curvatura pode aumentar mais rapidamente.
Já na fase adulta, especialmente no envelhecimento, também pode haver piora, muitas vezes associada ao desgaste natural dos discos e articulações da coluna.
Por isso, é fundamental manter o acompanhamento ao longo de toda a vida, mesmo quando a curvatura parece “parada”.
O que influencia a progressão da escoliose?
A evolução da escoliose depende de diferentes fatores, e conhecê-los ajuda a entender por que cada caso é único. Entre os principais estão:
- Idade do paciente: crianças e adolescentes em fase de crescimento acelerado apresentam maior risco de progressão.
- Grau da curvatura inicial: curvas mais acentuadas têm mais chances de evoluir do que as leves.
- Histórico familiar: casos de escoliose significativa na família aumentam a probabilidade de progressão.
- Tipo de escoliose: idiopática, congênita ou degenerativa apresentam comportamentos diferentes ao longo do tempo.
- Hábitos de vida: postura, prática de atividade física e até fatores como tabagismo podem influenciar a saúde da coluna.
Toda escoliose precisa de cirurgia?

Não. Esse é outro mito que gera muita ansiedade. A grande maioria dos casos de escoliose pode ser acompanhada sem necessidade de cirurgia. O tratamento pode envolver fisioterapia, exercícios de fortalecimento, uso de coletes em fases específicas do crescimento e mudanças no estilo de vida.
A cirurgia só é considerada em situações de progressão importante da curvatura, impacto na função respiratória ou digestiva, ou quando a qualidade de vida do paciente está gravemente comprometida.
O que acontece se a escoliose não for acompanhada?
Ignorar a escoliose pode trazer consequências a longo prazo. Mesmo que nem toda curvatura evolua para um caso grave, o acompanhamento médico é essencial para identificar sinais precoces de progressão.
Sem esse cuidado, o paciente pode desenvolver dores crônicas, rigidez na coluna, dificuldades respiratórias e limitações funcionais.
O grande segredo é não esperar pela dor para procurar ajuda: quanto antes a avaliação acontece, maiores são as chances de controlar a evolução sem medidas invasivas.
Como é feito o acompanhamento da escoliose?
O acompanhamento começa com consultas periódicas com o ortopedista, exames de imagem (como radiografias) e avaliação clínica detalhada. Em crianças e adolescentes, o intervalo entre as consultas pode ser mais curto, justamente por causa do crescimento. Já em adultos, o foco está em monitorar a função da coluna e prevenir complicações. Em todas as fases, o tratamento é individualizado, considerando não só a curva, mas também o impacto na vida do paciente.
CCD: cuidado especializado em escoliose
No Centro Coluna Dor (CCD), entendemos que cada caso de escoliose é único. Por isso, nosso time de especialistas em ortopedia avalia cada paciente com calma, sem pressa para indicar cirurgia, e sempre com foco na qualidade de vida. Trabalhamos com protocolos individualizados que vão do acompanhamento clínico às terapias avançadas, oferecendo segurança e atenção em todas as etapas.
Se você ou alguém da sua família tem escoliose, agende uma avaliação no CCD. Nossa missão é cuidar da sua coluna com critério, tecnologia e dedicação, para que você viva com mais saúde e liberdade de movimento.